O que me consola é saber que por detrás dessas nuvens
espessas, existe um céu azul de ninguém.
Noite… Me pergunto
o que faço e o que sou;
não tenho resposta, não sei.
Por que não me atiro do Viaduto do Chá?
Por que não estouro meus miolos?
Por quê não escrevo um livro de memórias?
Talvez criando metáforas,
talvez patenteando inventos,
talvez eu fosse feliz…
Se eu fosse numerar o que sei fazer
não precsaria de matemática para contar.
Olho-me no espelho
tenho aparência de criança
e olhos de defunta secular.
Uma lágrima escorre de meu rosto,
não escorre de minha alma.
