Talvez fugindo, talvez cantando
ou quem sabe até chorando
eu consiga tirar do peito essa angústia
que me queima, me sufoca
me afoga e me derrota.
Talvez no fim do mundo,
dos tempos, dos ventos
eu me liberte e desperte.
Talvez em um dia,
num minuto ou só numa vida
eu consiga a paz.
Talvez rezando, olhando os céus
as nuvens, o sol, o mar
eu não olhe mais prá trás.
Talvez fechando os olhos à calendários
à agendas, à poesias,
eu não veja mais quem sou
o que sinto e o que penso.
