O tempo suga nossos amores, nossas paixões,
Ei você! Espere um pouco, converse comigo.
Ouça meu desabafo.
Acabo de ouvir um som lá de fora. Nâo sei quem é.
Mas sei que não é para mim. Ninguém me procura, agora.
Alguém pensa em mim?
Não. Creio que não. E talvez tenham razão.
Solidão nos trapos caseiros, naquela pouca vontade
de me olhar no espelho. De chinelos., companheiros infalíveis.
Livros na mão, na estante, por cima de minha cabeça
e debbaixo de minha cama.
Será um poema? Não sei. Pode ser produto da solidão.
As estrelas brilham…como a luz do sol me faz falta!!
E a brisa notura batendo em meu rosto, eu na janela
e as horas se alternando no relógio da estante;
No futuro quem sentará a meu lado?
Quem segurará minhas mãos desamparadas?
Tudo parece se repetir, mas dessa vez teno medo do final….
